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Machismo marca debates no Senado

terça-feira, 30 de agosto de 2016


Um dos exemplos é o do senador Cássio Cunha Lima, (PSDB-PB) que se referiu às senadoras como "meninas", pedindo calma
As senadoras Gleisi Hoffman (esq.) e Vanessa Grazziotin (dir.) no segundo dia do julgamento final do impeachment / Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O preconceito de gênero foi um dos componentes que marcaram os primeiros dias do julgamento final do impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT) no Senado Federal. Na sexta-feira (26), segundo dia dos trabalhos, um dos momentos de tensão entre defesa e acusação ocorreu quando o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PR) pediu calma às senadoras Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Gleisi Hoffmann (PT-PR). “Se acalmem, meninas”, disse em plenário, tentando suavizar a fala em seguida, afirmando que teria sido “elegante”.

Ocorrida num contexto em que o tucano se queixava das reações contundentes das senadoras na sessão, a fala do parlamentar reacende o debate sobre o machismo que marca o tratamento tradicionalmente dispensado às mulheres que têm destacada atuação no espaço público.

“Nós ainda temos uma sociedade muito machista e até mesmo misógina. O fato de estarmos defendendo a presidenta nessa linha de frente – inclusive com argumentos, porque a gente vem aqui e debate o conteúdo – provoca essas reações. Lamento que certos colegas da Casa contribuam pra isso”, disse a senadora Gleisi Hoffmann.

Procurada pela reportagem para comentar o assunto, Vanessa Grazziotin também lamentou a postura do tucano. “Nunca tinha visto ele se referir a nós como ‘meninas’. (…) Esse tipo de coisa ocorre porque aqui a maioria é homem, então, eles se acham os proprietários do espaço, como se nós estivéssemos aqui por acaso”, afirmou.

Grazziotin esteve também na mira de alguns veículos da grande imprensa, que na última quinta-feira (26) publicaram matérias com críticas ao figurino usado pela senadora no primeiro dia do julgamento. “Eu virei praticamente um meme. Coloquei uma roupa, um casaco de flores e não imaginei que aconteceria tudo aquilo”, apontou.

Questionada sobre a tendência de desqualificação do trabalho das mulheres na política, muitas vezes ainda ofuscado por matérias e comentários de bastidores preconceituosos, a senadora foi contundente: “O fato é que a gente vem conseguindo ocupar os espaços pela nossa competência, e não pela vestimenta, e isso ainda incomoda”.

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ), parceiro das senadoras na defesa de Dilma, também comentou o assunto. “Há muito machismo e misoginia contra elas, assim como há contra Dilma, mas eu tenho o maior orgulho porque elas têm sido a marca da nossa defesa neste processo”, disse o petista, citando também os nomes das senadoras Kátia Abreu (PMDB-TO), Fátima Bezerra (PT-RN), Ângela Portela (PT-RR) e Regina Souza (PT-PI).

“Tenho o maior orgulho de estar vivendo tudo isto aqui ao lado delas, porque são preparadas e corajosas. Elas viraram símbolo de resistência”, finalizou o líder da minoria na Casa.

Baixa representatividade

A senadora Fátima Bezerra (PT-RN) lembrou a necessidade de aumentar a representatividade feminina na política. “Isso que ocorreu é reflexo da cultura patriarcal, que infelizmente ainda impera e fomenta o machismo, daí o desafio que nós temos de ampliar a participação das mulheres na política, pois o espaço político ainda é muito machista, tanto do ponto de vista dos valores e das atitudes que observamos quanto do ponto de vista da quantidade de mulheres presentes, porque nós ainda somos poucas”, salientou.

Para se ter uma ideia, do total de 81 senadores, apenas 11 são mulheres, o que corresponde a 13,6% de representatividade. No último pleito, em 2014, quando só houve troca de um terço da Casa, o número de senadoras eleitas foi seis, num universo de 27 vagas disponíveis.

“É um resultado direto do machismo, por isso o empoderamento das mulheres é uma necessidade”, defendeu Fátima Bezerra.

       
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Dignidade e Coragem de Dilma baixaram a crista dos senadores golpistas



Os senadores golpistas baixaram a bola.

Eles não esperavam que Dilma fosse ao Senado fazer a própria defesa, encará-los e desafiá-los a provar que ela cometera crime de responsabilidade.

Talvez pensaram que seria uma sessão sobre a qual teriam domínio, como de costume, mas não foi bem assim.

O discurso de Dilma foi tão forte e esclarecedor sobre as tramas e conspirações que levaram ao golpe que os fez calar.

Os senadores saíram pela retórica, coisa que eles estão acostumados a fazer, mas, num julgamento apenas a retórica não vale.

A defesa dela foi impecável. Senadoras e senadores como Ana Amélia, Aloysio Nunes, Aécio Neves, Cássio Cunha Lima e outros desceram da tribuna de rabo entre as pernas.

O Brasil conheceu, mais uma vez, a coragem e a dignidade de Dilma, que enfrentou na vida dois tribunais injustos: o da ditadura militar e o do golpe parlamentar, no Senado. Os dois por lutar pela democracia e pela justiça.

Ela sairá do julgamento de espírito elevado, o Senado completamente desmoralizado, rebaixado, e exposto ao Brasil e ao mundo como uma instituição dominada por um bando de ratos e cobras peçonhentas.
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Com imponência e altivez no Senado, Dilma entra para a história

segunda-feira, 29 de agosto de 2016


A presidente Dilma Rousseff não falou apenas como uma governante ameaçada por um golpe de Estado, mas como combatente pela democracia e pela justiça.



Seu discurso foi límpido e emocionante. Acusou seus acusadores. Desmascarou seus interesses. Expôs suas manobras e falsidades. Apontou o caráter de classe do golpismo.


Declarou sua inocência com altivez e dignidade. Portou-se, perante as ratazanas do Senado, com a mesma firmeza de mirada com a qual, há mais de quarenta anos, enfrentou seus algozes em um tribunal militar.


A presidente pode ter cometido erros em seu mandato, muitas vezes frustrando e desanimando as forças populares. Mas é inquestionável sua retidão de caráter, sua valentia e seu compromisso com o povo brasileiro.


Suas palavras de hoje entrarão para a história, qualquer que seja o resultado do processo de impeachment. Alentarão um novo governo, caso a democracia seja vitoriosa, ou impulsionarão a resistência das ruas.


Dilma Rousseff, de toda forma, fez o que tinha de ser feito: encarou os inimigos da pátria com a mesma determinação, imponência, altivez e coragem de quando teve que enfrenta-los sob tortura e prisão.
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Para defender a democracia, Dilma enfrenta seu segundo tribunal


Presidente afastada enfrenta nesta segunda-feira (29) o seu segundo interrogatório em defesa da democracia brasileira; corte de exceção da vez é o Senado da República, cujos integrantes seguem fielmente o roteiro já determinado do golpe, em um impeachment sem crime; é impossível não associar a inquirição atual àquela de novembro de 1970, no Rio de Janeiro, onde a jovem Dilma, com 22 anos, após 22 dias de tortura nos cárceres da ditadura, era interpelada por uma junta de covardes uniformizados, com as mãos sobre os rostos para esconder suas identidade


A presidente afastada Dilma Rousseff (PT) encara nesta segunda-feira (29) o seu segundo interrogatório em defesa da democracia brasileira. O tribunal da vez é o Senado da República, que deveria ser o bastião de liberdade, mas que sombriamente tornou-se nos últimos dias uma praça de exceção, dentro de um roteiro já determinado do golpe contra a presidente e ao menos 54,5 milhões de brasileiros que a nela depositaram seus votos nas últimas eleições.

É impossível não associar o interrogatório desta segunda-feira àquele de novembro de 1970, no Rio de Janeiro, onde a jovem Dilma, com 22 anos, após 22 dias de tortura incessante nos cárceres da ditadura, era interrogada por uma junta de covardes uniformizados, com as mãos sobre os rostos na tentativa de esconder suas vergonhas. Aquele interrogatório, como este, será inscrito nos livros como dois dos episódios mais repugnantes da história brasileira.

O que diferencia os dois tribunais é a evolução do cinismo daqueles que, hoje no Senado, assemelham-se aos personagens de 1964. Saíram das sombras e hoje mostram as faces sem rubor, seguidos de uma horda de traidores que dançam conforme a música do golpe tocada no Palácio do Jaburu, quartel general do arbítrio contemporâneo.

Dilma hoje representa a figura da decência em um mar de iniquidade. Reflete o Brasil que é visto com alegria e potencial de transformações sociais no mundo. Sua deposição, ao contrário, constrange os golpistas e macula o nação aos olhos internacionais. O golpe é descrito com precisão nos jornais francês L’Humanité como o golpe do colarinho branco e mesmo no norte-americano The New York Times como um ataque de ratos contra uma Dilma acuada.

Dilma, ao enfrentar seus algozes pela segunda vez, novamente de peito aberto, refaz a jornada da heroína em um roteiro capaz de esculpir um mito de resistência democrática. Assim será ela descrita na história.

Há o risco, porém, de que a sessão do Senado se transforme novamente em um circo, uma tentativa de turvar a lente da história. Reunidos, os golpistas falam em recepção respeitosa e em liturgia; tentam atribuir a baderna que se tornou o Senado aos defensores da presidente afastada. Não admitirão sequer a menção da palavra golpe, por ninguém.  Estão dando a senha de que a sessão será propositalmente tumultuada.

 O mas histriônico dentre os golpistas, Ronaldo Caiado (DEM-GO), já ensaia sua ode de provocação. Revelou, em tom de basófia, que pretende cantar “Amanhã vai ser outro dia...”, de Chico Buarque, um hino contra a ditadura. Chico estará na galeria, com Lula, entre os convidados da presidente.
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Caminhão do Exército é apreendido com 3 toneladas de maconha



Um caminhão do Exército carregado com drogas foi apreendido nesta madrugada de domingo (28), na SP-101, que liga Campinas a Monte Mor, e dois militares foram presos. Segundo informações do Comando Militar do Sudeste, dentro do veículo estavam os cabos Higor Abdala Costa Attene e Maykon Coutinho Coelho. Inicialmente foi divulgado que as prisões teriam sido realizadas na rodovia Anhanguera. A informação foi corrigida em coletiva de imprensa na tarde deste domingo, na sede do Denarc, em São Paulo.

O veículo estava carregado com cerca de três toneladas de maconha e houve troca de tiros durante a abordagem policial. A droga seria distribuída na região de Campinas. O caminhão apreendido tinha marcas de disparos nas portas, vidros quebrados e um pneu furado.

Um terceiro militar suspeito de participar teria fugido e foi encontrado nesta manhã pela Guarda Municipal em Cordeirópolis (SP) com roupas do Exército e ferido.
Os guardas encaminharam o suspeito para a Santa Casa de Limeira (SP) para tratamento e acionaram a Polícia Civil. Após receber alta, ele deve ser levado junto com os outros presos para São Paulo.


Em nota, o exército afirma que será instaurado um Inquérito Policial Militar para a apuração dos fatos e responsabilidades e que os envolvidos serão expulsos da corporação.

"O Exército Brasileiro não admite atos desta natureza que ferem os princípios e valores mais caros sustentados pelos integrantes da Força. Diante da gravidade do fato, que desonra a instituição e atinge a nossa sociedade, os militares encontram-se presos e serão expulsos do Exército", informou a instituição, por meio de seu Centro de Comunicação Social.

Segundo Centro de Comunicação do Exército, o terceiro militar é o cabo Simão Raul, do mesmo regimento. Dois civis que teriam dado apoio à ação também foram presos na região.

Segundo o Comando Militar Sudeste, o veículo pertencia ao 20º Regimento de Cavalaria  Blindado (20 RCB), de Campo Grande, Mato Grosso do Sul (MS). Um inquérito policial será aberto para investigar o caso.

Outros dois homens, que deram apoio à ação, tentaram fugir em uma Fiorino, mas foram presos. Segundo a Polícia Civil, eles teriam ido à empresa desativada para pegar a maconha. Foi apreendida uma pistola de calibre 380, com numeração suprimida, utilizada pelos cabos e mais uma van, abandonada por outros criminosos que escaparam.
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Michel Temer suspende programa de combate ao analfabetismo

domingo, 28 de agosto de 2016




O Brasil, com uma das piores taxas de analfabetismo da América do Sul, interrompeu o programa federal que ensina jovens e adultos a ler e escrever. No país, 13 milhões não sabem decifrar nem um bilhete simples, o equivalente a 8,3% da população com 15 anos ou mais.


Esse contingente era o foco do 'Brasil Alfabetizado', executado por Estados e municípios com verba do governo federal.


Segundo a Folha de S. Paulo, o Ministério da Educação diz que o programa está em operação, prefeituras e governos estaduais, no entanto, relatam um bloqueio no sistema da pasta que impede o cadastro de alunos -o que inviabiliza o início de novas turmas.


A interrupção do programa foi confirmada pelo Ministério a uma cidadã que o questionou sobre o tema por meio da Lei de Acesso à Informação. "Até o momento não há previsão de reabertura do Sistema Brasil Alfabetizado para ativação de novas turmas", respondeu, em junho, a pasta chefiada pelo "ministro" Mendonça Filho (DEM).


Somente os alunos cadastrados antes desse bloqueio estão frequentando as aulas. De acordo com o ministério, são 168 mil no atual ciclo, iniciado em outubro do ano passado.


O número explicita o encolhimento do programa. Relatórios da pasta mostram que, até 2013 (dados mais recentes), eram ao menos 1 milhão de atendidos ao ano.



O jornal questionou a todos os governos do Nordeste, onde estão 54% dos analfabetos do país, sobre a situação do Brasil Alfabetizado. Sete dos nove Estados da região responderam, e relataram, no mínimo, expressiva queda de atendimento desde o bloqueio do programa e, nos piores casos, o fim dos cursos de alfabetização.


"Em 2016, devido à suspensão do Programa Brasil Alfabetizado pelo MEC, as atividades letivas ainda não tiveram início", disse a secretaria de Educação do Ceará.

Os governos de Piauí, Rio Grande do Norte e Bahia também relataram redução e descontinuidades do programa, que foi criado em 2003.


Um documento deste ano feito por um grupo que incluiu o Ministério da Educação aponta uma taxa de alfabetização de 47% a 56% dos alunos.


A pouca integração com a Educação de Jovens e Adultos (EJA - antigo supletivo) é uma das explicações para resultados negativos do programa, ao lado da baixa qualificação de educadores.

Os problemas deixam o Brasil ainda mais atrasado no compromisso assumido em conferência mundial, em 2000, de chegar a 2015 com uma taxa de analfabetismo de 6,7%. Se seguir no ritmo atual, só chegara à meta em 2022.


O Ministério da Educação afirma que o Brasil Alfabetizado "está mantido e encontra-se em execução", e que está iniciando a preparação de novas turmas, mas ainda não há uma data para que isso ocorra.(SIC)


A gestão de Mendonça Filho (DEM), que assumiu em maio, também afirma que encontrou cortes no orçamento de 2016 para os programas Brasil Alfabetizado, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e Pro Jovem no valor de R$ 120 milhões, e que os mesmos programas já haviam sofrido corte na ordem de R$ 112 milhões em 2015.


Foi o que aconteceu com cinco Estados de 2013 para 2014, ano com dados mais recentes: AL, GO, PI, RS e SP.


A assessoria do ex-ministro da Educação Aloizio Mercadante (PT), que comandou a área até o afastamento da presidente Dilma Rousseff, atribuiu problemas orçamentários da pasta à situação política e criticou o que chamou de "desmonte" da área.

Ele disse ter mantido ações no Brasil Alfabetizado em 2016, mesmo com restrições financeiras.
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Luis Fernando Verissimo: brasileiros foram feitos de palhaços




"Depois da provável cassação da Dilma pelo Senado, ainda falta um ato para que se possa dizer que la commedia è finita: a absolvição do Eduardo Cunha", diz o escritor Luis Fernando Verissimo, um dos maiores intelectuais brasileiros; "Pela lógica destes dias, depois da cassação da Dilma, o passo seguinte óbvio seria condecorarem o Eduardo Cunha. Manifestantes: às ruas para pedir justiça para Eduardo Cunha!"; neste fim de semana, os jornais Le Monde e New York Times ridicularizam o Brasil; no jornal francês, o impeachment foi chamado de golpe ou farsa; no NYT, Dilma é devorada por ratos; Verissimo faz ainda um lembrete: "evite olhar-se no espelho e descobrir que, nesta ópera, o palhaço somos nós"

A tragicomédia brasileira de 2016, em que a presidente honesta é afastada por políticos corruptos, por meio de um golpe parlamentar, foi retratada pelo escritor Luis Fernando Verissimo, no artigo Ri, palhaço.

"Depois da provável cassação da Dilma pelo Senado, ainda falta um ato para que se possa dizer que la commedia è finita: a absolvição do Eduardo Cunha. Nossa situação é como a ópera “Pagliacci”, uma tragicomédia, burlesca e triste ao mesmo tempo. E acaba mal", diz ele.

"O Eduardo Cunha pode ganhar mais tempo antes de ser julgado, tempo para o corporativismo aflorar, e os parlamentares se darem conta do que estão fazendo, punindo o homem que, afinal, é o herói do impeachment. Foi dele que partiu o processo que está chegando ao seu fim previsível agora. Pela lógica destes dias, depois da cassação da Dilma, o passo seguinte óbvio seria condecorarem o Eduardo Cunha. Manifestantes: às ruas para pedir justiça para Eduardo Cunha!"

Verissimo faz ainda um lembrete: "evite olhar-se no espelho e descobrir que, nesta ópera, o palhaço somos nós."

Neste fim se semana, Le Monde e New York Times ridicularizam o Brasil. No jornal francês, o impeachment foi chamado de golpe ou farsa (leia aqui). No NYT, Dilma é devorada por ratos (aqui).
Brasil 247
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A condenação de uma presidente digna e inocente por um bando de corruptos

Artigo de Leonardo Boff


Era uma vez uma nação grande por sua extensão e por seu povo alegre, embora injustiçado. Em sua maioria, sofria na miséria, nas grandes periferias das cidades e no interior profundo. Por séculos era governado por uma pequena elite do dinheiro que nunca se interessou pelo destino do povo pobre. No dizer de um historiador mulato, ele foi socialmente “capado e recapado, sangrado e ressangrado”.

Mas lentamente esses pobres foram se organizando em movimentos de todo tipo, acumulando poder social e alimentando um sonho de outro Brasil. Conseguiram transformar o poder social num poder político. Ajudaram a fundar o Partido dos Trabalhadores. Um de seus membros, sobrevivente da grande tribulação e torneiro mecânico, chegou a ser presidente. Apesar das pressões e concessões que sofreu dos endinheirados nacionais e transnacionais, conseguiu abrir uma significativa brecha no sistema de dominação permitindo-lhe fazer políticas sociais humanizadoras.

Uma Argentina inteira saíu da miséria e da fome. Milhares conseguiram sua casinha, com luz e energia. Negros e pobres tiveram acesso, antes impossível, ao ensino técnico e superior. Mais que tudo, porém, sentiram resgatada sua dignidade sempre negada. Viram-se parte da sociedade. Até podiam, em prestações, comprar um carrinho e até tomar o avião para visitar parentes distantes. Isso irritou a classe média, pois esta via seus espaços ocupados. Daí nasceu a discriminação e o ódio contra eles.

Ocorreu que, nos 13 anos de governo Lula-Dilma, o Brasil ganhou respeitabilidade mundial. Mas a crise da economia e das finanças, por ser sistêmica, nos atingiu, provocando dificuldades econômicas e desemprego que obrigaram o governo a tomar medidas severas. A corrupção endêmica no país densificou-se na Petrobras, envolvendo altos estratos do PT, mas também dos principais partidos. Um juiz parcial, com traços de justiceiro, focou, praticamente, apenas o PT. Especialmente a mídia empresarial conservadora conseguiu criar o estereótipo do PT como sinônimo de Corrupção - o que não é verdade, pois confunde a pequena parcela com o todo correto.

Mas a corrupção condenável serviu de pretexto para que as elites endinheiradas e seus aliados históricos tramassem um golpe parlamentar, pois mediante as eleições jamais triunfariam. Temendo que esse curso voltado aos mais pobres se consolidasse, decidiram liquidá-lo. O método usado antes contra Vargas e Jango foi agora retomado com o mesmo pretexto: “de combater a corrupção” - na verdade, para ocultar a própria corrupção. Os golpistas usaram o Parlamento no qual 60% estão sob acusações criminais e desrespeitaram os 54 milhões de votos que elegeram Dilma Rousseff.


Importa deixar claro que atrás desse golpe parlamentar se aninham os interesses mesquinhos e anti-sociais dos donos do poder, mancomunados com a imprensa que distorce os fatos e sempre se fez sócia de todos os golpes, juntamente com os partidos conservadores, com parte do Ministério Público e da Polícia Militar (que substitui os tanques) e uma parcela da Corte Suprema que, indignamente, não guarda imparcialidade.

O golpe não é só contra a governanta, mas contra a democracia com viés participativo e social. Intenta-se voltar ao neoliberalismo mais descarado, atribuindo quase tudo ao mercado que é sempre competitivo e nada cooperativo (por isso, conflitivo e anti-social). Para isso, decidiu-se demolir as políticas sociais, privatizar a saúde, a educação e o petróleo e atacar as conquistas sociais dos trabalhadores.

Contra a presidenta não se identificou nenhum crime. De erros administrativos toleráveis, também feitos pelos governos anteriores, derivou-se a irresponsabilidade governamental contra a qual aplicou-se um impeachment. Por um pequeno acidente de bicicleta, se condena a presidenta à morte, castigo totalmente desproporcional. Dos 81 senadores que vão julgá-la, mais de 40 são réus ou investigados por outros crimes. Obrigam-na a sentar-se no banco dos réus, onde seus algozes deveriam estar. Entre eles se encontram 5 ex-ministros.

A corrupção não é só monetária. A pior é a corrupção das mentes e dos corações, cheios de ódio. Os senadores pró-impeachment têm a mente corrompida, pois sabem que estão julgando uma inocente. Mas a cegueira e os interesses corporativos prevalecem sobre os interesses de todo um povo.

Aqui vale a dura sentença do apóstolo Paulo: “eles aprisionam a verdade na injustiça. É o que atrai a ira de Deus”(Romanos 1,18). Os golpistas levarão na testa, pela vida afora, o sinal de Caim, que assassinou seu irmão Abel. Eles assassinaram a democracia. Sua memória será maldita pelo crime que cometeram. E a ira divina pesará sobre eles.

*Leonardo Boff é ex-professor de Ética da UERJ e escritor.
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PAULISTANOS X BRASILEIROS





A reputação dos paulistanos não anda muito boa com o restante dos brasileiros. Segundo pesquisa Datafolha, os moradores da capital de São Paulo são vistos como egoístas e metidos pelos moradores de outras regiões do país.

Para chegar a esta conclusão, a pesquisa fez seis afirmações aos entrevistados, que deveriam dizer se concordavam ou discordavam, total ou parcialmente com elas. O Datafolha ouviu 2.896 pessoas em todo o país - com exceção da capital paulista.

Seis em cada 10 brasileiros concordam, total ou parcialmente, que os paulistanos se importam mais com seus problemas do que com os problemas dos outros. Esta percepção de que os moradores da capital paulista são egoístas é maior quando só é levada em conta a opinião dos nordestinos: 76% concordaram com a afirmação.

Quando a afirmação foi "os paulistanos se julgam melhores que os demais brasileiros", mais da metade dos entrevistados concordou total ou parcialmente - reafirmando a fama de arrogantes dos paulistas.

De forma geral, a imagem dos paulistanos foi sempre pior entre os entrevistados do Nordeste. Quase 70% dos nordestinos acreditam que os paulistanos se acham melhores que o restante dos brasileiros. Além disso, 48% afirmaram que os moradores de São Paulo têm inveja dos outros brasileiros.
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Revitalização do São Francisco pode custar cerca de R$ 30 bilhões

sábado, 27 de agosto de 2016


Todas as ações necessárias para a revitalização da Bacia do Rio São Francisco devem demandar um investimento de cerca de R$ 30 bilhões. A estimativa consta do caderno de investimentos do novo plano gestor de recursos hídricos da bacia do rio, que está sendo finalizado este mês pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco 

Todas as ações necessárias para a revitalização da Bacia do Rio São Francisco devem demandar um investimento de cerca de R$ 30 bilhões. A estimativa consta do caderno de investimentos do novo plano gestor de recursos hídricos da bacia do rio, que está sendo finalizado este mês pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF).

A discussão em torno da revitalização do Velho Chico tomou impulso na última semana a partir do lançamento do plano Novo Chico. O presidente em exercício Michel Temer assinou decreto que remodela o Programa de Revitalização da Bacia do Rio São Francisco, instituído em 2001 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso.



Na último dia 15, a Câmara Técnica do programa fez a primeira reunião e criou grupos de trabalho para detalhar as ações e os custos. Durante o encontro, o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, disse que as intervenções devem custar cerca de R$ 7 bilhões em um período de 10 anos.

A apresentação do plano de ação decenal está previsto para daqui a 90 dias, mas antes desse prazo, já em setembro, o comitê deverá lançar o plano gestor da bacia, que também tem um horizonte de 10 anos. O presidente do comitê, Anivaldo Miranda, acredita que o documento vai antecipar a definição das primeiras decisões do comitê gestor e da câmara técnica.

“Nesse plano, fizemos um diagnóstico e identificamos cenários atuais e futuros para a demanda hídrica até 2035 e definimos também eixos de atuação, metas e prioridades. Vamos oferecer o plano como contribuição. A partir daí, o programa da revitalização poderá economizar tempo e dinheiro e partir para estabelecer quanto será gasto a cada ano.”

Segundo o vice-presidente da CBHSF, Wagner Soares Costa, o novo programa de revitalização cria mecanismos que permitem ter maior controle das ações. “A grande novidade foi a criação do comitê gestor, que vai estabelecer o monitoramento das ações em implantação. Hoje, o que se sabe é que há muitas ações inacabadas e não iniciadas. O que se quer daqui para frente é que a ação comece, se desenvolva e tenha um término com data definida. Com isso, se materializa o resultado esperado da ação.”

Na lista dessas ações anteriores, estão obras de esgotamento sanitário e de abastecimento de água, que somam investimentos de R$ 1,1 bilhão. O plano Novo Chico absorveu essas obras e colocou a estimativa de término delas para 2019.

Segundo o presidente do comitê, os R$ 30 bilhões em investimentos para a recuperação da bacia do São Francisco deverão ser a soma de todos os recursos destinados pelos governos federal, estaduais e municipais e também pela iniciativa privada. 


“O programa da revitalização não pode ser entendido como programa do governo federal, mas como programa da União, dos estados da bacia, das prefeituras e inclusive da iniciativa privada. É um novo programa que tem que envolver toda a sociedade, todos os usuários da água e todo o Poder Público num esforço conjunto para vencer esse desafio.”

De acordo com Costa, o levantamento das ações necessárias para a revitalização do Rio São Francisco envolvem, entre outros, a recuperação de áreas degradadas, a recomposição de matas ciliares e a implantação de saneamento básico em todos as cidades que compõem a bacia do rio (são 507, no total).

Além do saneamento, ele aponta que é prioritário recuperar áreas degradadas para que voltem a absorver águas pluviais. Com isso, haveria uma recarga dos lençóis freáticos e a melhora das nascentes. A Bacia do Rio São Francisco envolve os biomas da Caatinga, da Mata Atlântica e do Cerrado. Para o vice-presidente da CBHSF, essa questão faz parte de uma nova visão sobre os recursos naturais.

“Um dos motivos da degradação sempre é a antropização, com a ocupação do solo de maneira desordenada. Para degradar, nós gastamos muito dinheiro. Para recuperar, teremos também que gastar muito dinheiro, pois tivemos uma mudança no sentido econômico do uso dos bens naturais. De 20 anos para cá, essa conscientização veio mais forte e está sendo transformada em ações para que tenhamos os resultados de recuperação.”

Nesse sentido, ele indica que a iniciativa privada, onde estão alguns dos grandes usuários das águas do São Francisco, participem de perto do plano de revitalização do rio.

Conceito

Neste primeiro momento de funcionamento do programa, Anivaldo Miranda alerta para a necessidade de se firmar um conceito de revitalização. Para ele, é preciso tomar cuidado para não confundir oferta com demanda de água.

“Revitalização tem que ser entendida nesse momento como um conjunto de investimentos cujo foco é oferta de água, de melhorar a quantidade e a qualidade da água. É claro que, ao fazer o programa de revitalização, é preciso compatibilizá-lo com outras agendas, como saúde, indústria e economia em geral. São agendas que avançam paralelamente, mas as agendas da revitalização precisam ser conceituadas de forma precisa.”

Dentre as atividades que demandam mais água do rio São Francisco, está a transposição, que vai levar água do Velho Chico para Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte e uma parte de Pernambuco. Para Miranda, a obra é um motivo a mais para acelerar a revitalização, somado a expansão de outros projetos econômicos que vão exigir mais água do rio.

“Os estados que vão se beneficiar com os canais da transposição agora começam a fazer parte da grande família do São Francisco – para o bônus e para o ônus. Isso significa que o programa de revitalização passa a ser de interesse direto desses estados. É um grande motivo para unir todas essas forças para tornar esse programa de fato realidade.”

Com informações do Brasil 247
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Tropa de choque da Lava Jato entrou no desespero




Em nota publicada na noite de ontem, o ex-presidente Lula fez sua crítica mais direta à força-tarefa da Lava Jato e disse que seu indiciamento no caso Guarujá visa afastá-lo do processo político por "vias tortuosas e autoritárias".

Confira abaixo:

O relatório do delegado Marcio Anselmo sobre o Edifício Solaris, divulgado hoje (26/08), é a prova cabal de que, após dois anos de investigações marcadas por abusos e ilegalidades, os operadores da Lava Jato não encontraram nenhuma prova ou indício de envolvimento do ex-presidente Lula nos desvios da Petrobrás.

      Não encontraram porque este envolvimento nunca existiu, como bem sabe a Lava Jato. Mas seus operadores não podem admitir, publicamente, que erraram ao divulgar, por tanto tempo e com tanto estardalhaço, falsas hipóteses e ilações. Por isso, comportam-se de forma desesperada, criando factoides para manter o assunto na mídia. O relatório do delegado Anselmo é "uma peça de ficção", de acordo com a defesa de Lula (leia nota dos advogados ao final do texto)

      Lula não é e nunca foi dono do apartamento 164-A do Solaris nem de qualquer imóvel além dos que declara no Imposto de Renda. O relatório do delegado Anselmo não acrescenta nada aos fatos já conhecidos. É uma caricatura jurídica; um factoide dentre tantos criados com a intenção de levar Lula a um julgamento pela mídia, sem provas e sem direito de defesa.

      É simplesmente inadmissível indiciar um ex-presidente por suposta (e inexistente) corrupção passiva, a partir de episódios transcorridos em 2014, quatro anos depois de encerrado seu governo. É igualmente inadmissível indiciar pelo mesmo sposto crime o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, que também não é servidor público.

      Mais grave, injusto e repugnante, no entanto, é o indiciamento de Marisa Letícia Lula da Silva. Trata-se de mesquinha vingança do delegado e de seus parceiros na Lava Jato, a cada dia mais expostos perante a opinião pública nacional e internacional, pelos abusos sistematicamente cometidos.

      Esta mais recente violência da Lava Jato contra Lula e sua família só pode ser entendida por 3 razões:

1.    O desespero dos operadores da Lava Jato, que não conseguiram entregar para a imprensa a mercadoria prometida, ou seja: provas contra Lula nos desvios da Petrobrás. 

2.    Trata-se de mais uma retaliação contra o ex-presidente por ter denunciado os abusos da Lava Jato à Corte Internacional de Direitos Humanos da ONU;

3.    É mais um exemplo da sistemática sintonia entre o calendário da Lava jato e a agenda do golpe, tentando criar um “fato novo” na etapa final do processo de impeachment.

     O povo brasileiro reconhece Lula como o melhor presidente que o país já teve, o que está claro nas pesquisas sobre as eleições de 2018.  O povo está percebendo, a cada dia com mais clareza, os movimentos da mídia, dos partidos adversários do PT e de agentes do estado, que não atuam de forma republicana, para afastar Lula do processo político, por vias tortuosas e autoritárias.

      Têm medo de Lula e têm pavor da força do povo no processo democrático.

Leia, aqui, nota dos advogados de Lula.
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Quer saber se vai passar dos 70 anos? Basta olhar para seus pais

sexta-feira, 26 de agosto de 2016




Trata-se de matemática: se um dos pais viveu até os 70 anos, a chance de o filho chegar a essa idade aumenta em 17% -- o efeito é cumulativo



A  longevidade está muito mais relacionada ao tempo de vida dos pais do que se pode imaginar. De acordo com a pesquisa, a maior já realizada sobre o assunto até então, pessoas cujos pais viveram até os 70 anos ou mais têm maior probabilidade de não desenvolver problemas cardíacos e cânceres quando chegarem à terceira idade. E, portanto, atingirão a mesma faixa etária.  


Para chegar à conclusão, pesquisadores analisaram dados de cerca de 186.000 adultos com idade entre 55 e 73 anos, acompanhados ao longo de oito anos. Durante o estudo, os participantes relataram o tempo de vida dos pais as doenças sofridas por eles.


Os resultados mostraram que se um dos pais viveu até os 70 anos, a chance de o filho chegar a essa idade aumenta 17% — e esse efeito é cumulativo. Ou seja, se o pai ou a mãe viveu até o 100 anos, por exemplo, a probabilidade de o filho chegar pelo menos aos 70 anos sobe para 68%. Além disso, para cada década vivida além dos 70 anos, o risco de o filho desenvolver câncer caiu 7% e doenças cardíacas, 20%.  


Os que têm pais longevos sofrem menos de problemas, como derrame, hipertensão , colesterol alto e fibrilação atrial. Os resultados permaneceram mesmo após serem considerados fatores como tabagismo, consumo de alto, sedentarismo e obesidade.


“Esse é o maior estudo a mostrar o impacto do tempo de vida dos pais na longevidade dos filhos. Nossos resultados são úteis também para pesquisas futuras, nos ajudará a prever a probabilidade de identificar e tratar pacientes a partir desse tipo de risco”, disse Janice Atkins, pesquisadora da Universidade de Exeter, no Reino Unido, e principal autora do estudo.


George Kuchel, coautor do estudo e pesquisador do Centro de Envelhecimento da Universidade de Connecticut, ressalta que o envelhecimento em si já é um fator de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas, como as cardíacas, e essas descobertas destacam a importância do papel dos nossos pais no desenvolvimento dessas condições. “Conforme vamos entendendo melhor esses fatores, mais podemos ajudar a pessoas a envelhecerem bem”, destaca.


A mesma equipe de pesquisadores já havia publicado outro estudo no início deste ano, no periódico científico Aging, mostrando que a prole de pais que viveram bastante tinha maior probabilidade de ser portadora de genes que protegem contra diversas condições como hipertensão, sobrepeso, obesidade e diabetes tipo 1.
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O Brasil entregou o ouro aos bandidos

quinta-feira, 25 de agosto de 2016




No passado Dom João VI fugiu para o Brasil, forçado pelo francês  Napoleão Bonaparte,  e aqui ele abriu os nossos portos para as nações amigase, desse modo, foi o nosso ouro para a Inglaterra credora de Portugal.

Neste contexto,  já no Século XXI, o libanês Michel Temer, colocado na marra no comando do Brasil, está vendendo o nosso ouro negro da Petrobrás e está trazendo para o Brasil uma escuridão análoga à  entrega do ouro brasileiro por parte dos nossos colonizadores portugueses. Assim,  Temer é um obscurantista, incentivador de propostas de massacre da classe trabalhadora e do povo em geral. Conquistas sociais que custaram lutas de muitas gerações  estão sendo perdidas.

Tenho consciência de que Michel Temer será  um governante mau e, próximo a isto, um sujeito  mal amanhado  além de ser  muito malvado. Temer é traidor, é um verdadeiro usurpador, violento, insensível, desmedido, parcial, amigo da onça, vampiro, mordomo e por aí vai.

Vocês, meus inefáveis queridos amigos e amigas comparem, até para sentir minha inquietação, Fernando Henrique  Cardoso  e  Temer. Ambos são neoliberais, privatistas, à busca do Estado mínimo. Mas, não me recordo de Fernando Henrique Cardoso, quando diretamente exercia o poder,  se aliar com torturadores e assassinos e olhem que o governo desse mau brasileiro foi uma lástima para os brasileiros.

A usurpação social em Fernando Henrique Cardoso era a de que a legislação criada pela oligarquia dominante permitia, seria a "usurpação legal". FHC foi e é um atacadista que com seu famigerado partido o golpista PSDB é  o símbolo da traição, depois desses Judas aparece   o vampiro Michel Temer, que chegou ao Nirvana político brasileiro, na cabeça doentia dele.  Temer não representa o povo nordestino, inclusive, nós barraqueiros do São Francisco talvez teremos de  invocar a proteção do Nêgo DÁgua para desafiar o vampiro Temer.

Em razão do golpe todo mundo já sabe que o mordomo de filme de terror será o presidente ( entre aspas mesmo)   do Brasil , sem nenhum voto.

Inequivocamente foi fáci derrubar a presidenta Dilma ( é presidenta mesmo), por essa corja de vira-latas.



Foi muito fácil  usar  a usurpação legal e qualquer outra que permita maior acúmulo de rendimentos e posses.

Na moral disso tudo,  uma coisa é certíssima: Fernando Henrique  e Michel Temer são dois sem-vergonhas golpistas e o Brasil surpreende, mais uma vez o Mundo por entregar o ouro aos bandidos, sem nenhum luta.
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Enquanto o golpe avança, Zé Serra recebe a americana Shell



Em publicação no Facebook nesta quinta-feira (25), o deputado federal Wadih Damous (PT/RJ) denuncia o avanço da agenda entreguista do governo interino de Michel Temer (PMDB).

"Enquanto Dilma está sendo julgada pelo Senado, o tucano José Serra está no Itamaraty recebendo poderosos da Shell. A agenda foi divulgada hoje no site do ministério. Como já se sabe, a venda o pré-sal brasileiro é ponto central do golpe de estado em curso em nosso país", afirmou.

Abaixo a publicação na íntegra:

Agenda entreguista

Enquanto Dilma está sendo julgada pelo Senado, o tucano José Serra está no Itamaraty recebendo poderosos da Shell. A agenda foi divulgada hoje no site do ministério. Como já se sabe, a venda o pré-sal brasileiro é ponto central do golpe de estado em curso em nosso país. Para isso, querem fazer a sociedade acreditar que a Petrobras necessita de investimento estrangeiro quando, na verdade, existe uma aliança verdadeiramente serviçal com o objetivo de entregar a preço de banana nossa grande riqueza.


Brasil 247
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24 de agosto de 1954: um tiro na República

quarta-feira, 24 de agosto de 2016






Em 1954, o clima político no Brasil era tenso e conflituoso. Havia fortes críticas por parte da imprensa ao governo de Vargas. Os militares também estavam descontentes com medidas consideradas “de esquerda” tomadas por Vargas. A população também estava muito descontente, pois a situação econômica do país era ruim. 


Existia, portanto, grande pressão para que ele renunciasse. Porém, em agosto de 1954, Vargas suicidou-se no Palácio do Catete com um tiro no peito.


O ano de 2016 não é o primeiro em que certas trincheiras de esquerda se associam às da direita para pedir a queda de presidente da República eleita pelo voto popular e sem culpa comprovada por crime algum. Em 1954, também foi assim.


Nas décadas de 1930 e 1940, Getúlio Dornelles Vargas havia sido ditador. Comandou golpe de Estado, aboliu eleições, fechou o Congresso, interditou a Justiça, impôs a censura, flertou com o nazi fascismo, entregou para a Gestapo (em parceria com o STF) a alemã-judia-comunista-grávida Olga Benario, manteve uma polícia que torturou (meu personagem Carlos Marighella apanhou por 21 dias consecutivos em 1936) e matou oposicionistas sem piedade. Devido à tradição de impunidade no Brasil, Getúlio nunca foi julgado pelos crimes que cometeu contra a democracia e os direitos humanos.



Em agosto de 1954, era diferente. Quase quatro anos antes, o gaúcho havia sido sufragado pelos cidadãos. Pela primeira vez, sua condição de presidente da República tinha o respaldo legal e legítimo das urnas.


Na madrugada de 5 de agosto de 1954, o jornalista e opositor Carlos Lacerda sofreu um atentado a bala. Foi ferido em um pé. O major-aviador Rubens Vaz, que atuava como seu guarda-costas voluntário, foi assassinado pelo pistoleiro.


A “Tribuna da Imprensa'', jornal de Lacerda, apontou Getúlio como o mandante. O jornalista integrava a União Democrática Nacional, agremiação de direita, que logo reivindicou a renúncia do presidente.


O Partido Comunista, então proscrito, também acusou Getúlio de ter ordenado a ação em que mataram o major Vaz. “Vargas responsável pelo covarde crime'', estampou em 10 de agosto a primeira página da “Imprensa Popular''. Era o diário de esquerda controlado pelo PCB.


O 24 de agosto, dia do suicídio de Getúlio, amanheceu com a “Tribuna da Imprensa'' noticiando e estimulando o cerco para depor o presidente. E com a “Imprensa Popular'' republicando entrevista de Luiz Carlos Prestes, o líder do PCB, pedindo “para pôr abaixo o governo Vargas''.


É claro que a campanha da direita foi decisiva nos acontecimentos de 1954. A historiografia, porém, costuma minimizar ou omitir a orientação do PCB, da qual o partido viria a se arrepender. Naquela época, os comunistas propunham luta armada para derrubar o presidente consagrado pelo voto dos brasileiros.


Nunca houve prova de que Getúlio tenha encomendado o atentado contra Lacerda. A iniciativa contra Lacerda foi de Gregório Fortunato, chefe da Guarda Pessoal do presidente.


Em 2016, também inexiste prova de que Dilma Rousseff tenha sido autora de crime. O que não impede que forças de esquerda, como fazem as de direita, defendam seu afastamento (mesmo que sob a fórmula de novas eleições). Os 54.501.118 votos para Dilma em 2014 seriam ignorados, como os 3.849.040 pró-Getúlio em 1950.


O levantamento jornalístico  foi publicado pelo blog nos 60 anos da morte de Getúlio Vargas. Atualizei e acrescentei as primeiras páginas da “Tribuna'', e da "Última Hora" agora disponível na Hemeroteca Digital.


Em 1954, quase toda a imprensa pediu a cabeça de Getúlio. Da esquerda à, sobretudo, direita. Getúlio matou-se em 24 de agosto de 1954 para não entregar o poder aos golpistas e, quem sabe, para se livrar dos “amigos” que “sujavam” os bastidores do palácio do Catete.


Deu no que deu.
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Caiado diz que, após derrubar Dilma, abandonará Michel Temer



Não é só a tucanagem que pressiona Michel Temer.

O notório Ronaldo Caiado manda recado através do blog de Josias de Souza:

“O ajuste fiscal do governo está virando uma encenação. E não admito participar de uma mentira. Se não houver uma mudança de rumo, não tenho motivos para me envolver com o projeto.”

Depois do impeachment, vai ser mais difícil unir a vasta fauna da base de Temer.

Como se percebe nas primeiras pesquisas, as eleições municipais terão pouco ou nenhum efeito no quatro político nacional.

O foco é 2018, sempre foi.

A encrenca com Gilmar Mendes – um festival de hipocrisia – pode tanto travar os arreganhos da República de Curitiba – o provável – ou fazê-la mostrar que entendeu e obedece á ordem e deixa tudo de lado para fazer o que é a “encomenda” que recebeu: prender Lula.

Caiado é do DEM, mas ninguém duvida que ele fale pelos tucanos.

Ambos querem que Temer faça a política de terra arrasada e deixe o terreno limpo para eles.

Não ouvi falar, nos últimos 2 mil anos, que o PMDB tivesse vocação suicida.
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