Xique-Xique: Promotoria diz que prefeito faz tipo ‘Renan Calheiros’ em caso de concursados e pede afastamento do gestor

sexta-feira, 23 de junho de 2017


A Promotoria de Justiça de Xique-Xique, no centro norte, acusa o prefeito da cidade, Reinaldo Braga Filho, de fazer o tipo “Renan Calheiros” no caso dos concursados da prefeitura que esperam ser admitidos. O fato ocorre porque o gestor se recusa a cumprir uma decisão judicial, de 11 de maio passado, que o obriga a contratação dos concursados. À época, o juiz da Vara Cível de Xique-Xique, Fernando Antônio Sales Abreu, determinou a recondução dos concursados e imputou multa diária de R$ 5 mil em caso de desobediência (lembre aqui).  

A soma das multas já chega a R$ 190 mil, contando até esta quarta-feira (22). Por conta da resistência em cumprir a decisão, a Promotoria de Xique-Xique, através do promotor Ailson de Almeida Marques, pede agora que a Justiça aumente a multa para R$ 10 mil diários, além do afastamento do prefeito. Ao todo, 58 pessoas esperam pela volta ao trabalho, para cargos como enfermeiro, psicólogo, auxiliar operacional, agente administrativo, técnico em enfermagem, assistente social, professor, entre outros. 

A Promotoria também pede que o caso seja endereçado ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) por conta do ato que pode ser configurado como improbidade administrativa [ato ilegal à administração pública]. Após serem aprovados e terem o nome divulgado no Diário Oficial do Município em dezembro passado (ver aqui), os aprovados foram demitidos por Braga Filho um dia após o gestor tomar posse na prefeitura. O prefeito tinha argumentado que os servidores tinham sido admitidos para atender aliados da gestão passada e que a nova gestão não tinha orçamento suficiente para mantê-los contratados.


Fonte: Bahia Notícias
Leia Mais

Homem morre em confronto com a CIPE/Semiárido no povoado de 'Buriti' em Gentio do Ouro

sexta-feira, 14 de abril de 2017




Durante a noite desta quarta-feira (12), por volta das 18hs policiais da Companhia Independente de Policiamento Especializado  -  (CIPE/SA) foram até o povoado de “Buriti”, no município de Gentio de Ouro, para averiguar uma uma denúncia sobre um indivíduo, que estaria em posse de uma arma de fogo fazendo ameaças aos moradores locais e seus familiares. Ao chegar ao local, a guarnição se deparou com o homem de iniciais, R.O.R o qual reagiu a abordagem da polícia, efetuando dois disparos contra a guarnição que revidou a injusta agressão vindo a atingi-lo de imediato. Após ser alvejado, o meliante foi conduzido até o Hospital Julieta Viana do município de Xique-Xique, onde recebeu atendimento, porém, não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.


Com o indivíduo foi encontrado 1 (um) revólver cal. 32, marca Rossi, oxidado, com numeração raspada, além de 2 (duas) munições intactas e 2 (duas) deflagradas. Todo o material foi recolhido e encaminhado até a Delegacia Territorial de Polícia Civil 14º Coorpin desta sede da U.O.E, onde foi realizado todos os procedimentos legais da Ocorrência.



Informações: CIPE/Semiárido
Adaptação textual: Rawan Machado







Leia Mais

Jovem de 27 anos morre em acidente de moto em João Dourado/BA

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Por volta das 13hs da tarde deste último domingo (09), ocorreu um grave acidente de moto que vitimou a pessoa de Pedro de Oliveira Silva, 27 anos. De acordo com informações preliminares, Pedro conduzia sua motocicleta que acabou colidindo contra um carro que estava estacionado. O acidente ocorreu nas proximidades da comunidade de “Paraquedas”, zona rural, do município de João Dourado. O corpo de Silva foi encaminhado para IML – Instituto Médico Legal onde passará por exames de necropsia.

Por: Rawan Machado
Foto: Central Notícia 
Leia Mais

ONU aceita recurso do ex-presidente Lula sobre as violações de suas garantias no Brasil

quarta-feira, 26 de outubro de 2016



A defesa do ex-presidente Lula informa em nota nesta quarta-feira 26 que "o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos informou que o comunicado individual feito em julho em defesa do ex-presidente passou por um primeiro juízo de admissibilidade e foi registrado perante aquele órgão".

Além disso, o governo brasileiro foi intimado a apresentar 'informações ou observações relevantes à questão da admissibilidade da comunicação' no prazo de dois meses". O advogado Cristiano Zanin Martins, que defende Lula, lembra que, na peça protocolada em Genebra, "foram listadas violações ao Pacto de Direitos Políticos e Civis, adotado pela ONU, praticadas pelo juiz Sergio Moro e pelos procuradores da Operação Lava-Jato contra Lula".

"Avançamos mais um passo na proteção das garantias fundamentais do ex-Presidente com o registro de nosso comunicado pela ONU", afirma o advogado. "É especialmente importante saber que, a partir de agora, a ONU estará acompanhando formalmente as grosseiras violações que estão sendo praticadas diariamente contra Lula no Brasil", diz ele.

Leia a íntegra do comunicado:

Nota

Na qualidade de advogados do ex-presidente Luiz Inacio Lula da Silva recebemos hoje (26/10/2016) documento emitido pelo Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, informando que o comunicado individual feito em 28/07/2016 em favor de Lula passou por um primeiro juízo de admissibilidade e foi registrado perante aquele órgão. O mesmo comunicado informa que o governo brasileiro foi intimado também nesta data para apresentar "informações ou observações relevantes à questão da admissibilidade da comunicação" no prazo de dois meses.

Na peça protocolada em julho, foram listadas diversas violações ao Pacto de Direitos Políticos e Civis, adotado pela ONU, praticadas pelo juiz Sergio Moro e pelos procuradores da Operação Lava-Jato contra Lula.

Tal Pacto assegura, dentre outras coisas: (a) proteção contra prisão ou detenção arbitrária (Artigo 9º); (b) direito de ser presumido inocente até que se prove a culpa na forma da lei (Artigo 14); (c) proteção contra interferências arbitrárias ou ilegais na privacidade, família, lar ou correspondência e contra ofensas ilegais à honra e à reputação (Artigo 17); e, ainda, (d) do direito a um tribunal independente e imparcial (Artigo 14).

A ação pede ao Conselho que se pronuncie sobre as arbitrariedades praticadas pelo Juiz Sergio Moro contra Lula, seus familiares, colaboradores e advogados. As evidências apresentadas na ação se reportam, dentre outras coisas: (i) à privação da liberdade por cerca de 6 horas imposta a Lula em 4 de março de 2016, por meio de uma condução coercitiva sem qualquer previsão legal; (ii) ao vazamento de materiais confidenciais para a imprensa e à divulgação de ligações interceptadas; (iii) a diversas medidas cautelares autorizadas injustificadamente; e, ainda, (iv) ao fato de Moro haver assumido em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal, em 29/03/2016, o papel de acusador, imputando crime a Lula por doze vezes, além de antecipar juízo de valor sobre assunto pendente de julgamento.

A ação cita precedentes da Comissão de Direitos Humanos da ONU e de outras Cortes Internacionais, os quais mostram que, de acordo com a lei internacional, o Juiz Moro, por já haver cometido uma série de ações ilegais contra Lula, seus familiares, colaboradores e advogados, perdeu de forma irreparável sua imparcialidade para julgar o ex-Presidente.

Avançamos mais um passo na proteção das garantias fundamentais do ex-Presidente com o registro de nosso comunicado pela ONU. A data é emblemática porque justamente hoje nos encontramos em Boston, para discutir o fenômeno do lawfare com especialistas da Universidade de Havard. É especialmente importante saber que, a partir de agora, a ONU estará acompanhando formalmente as grosseiras violações que estão sendo praticadas diariamente contra Lula no Brasil.

Brasil 247
Leia Mais

Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministra Carmem Lúcia, não aceita reunião com Michel Temer



Para alguém que se oferecia como “pacificador” e “salvação do mercado”, Temer se revelou um sujeito incapaz de conter a guerra de gangues dentro de seu governo e de chamar duas pessoas para um café.

É o campeão dos sinais trocados. Organiza um banquete para deputados votarem a favor de uma PEC que limita gastos públicos, mas não tem autoridade para reunir o presidente do Senado e a do STF para uma conversa breve.

Carmen Lúcia recusou o encontro que Michel marcou para esta quarta porque não quer encontrar Renan Calheiros. Pode ser que fique para sexta. Pode ser.

É uma nova humilhação para Temer.

Depois do bate boca público, Renan e Carmen estão batendo o pé para garantir que os poderes que representam não sejam aviltados. Como se isso fosse possível depois do golpe.

Ao abrir a sessão do Conselho Nacional de Justiça, CNJ, Carmen disse que “onde um juiz for destratado, eu também sou. Qualquer um de nós, juízes, é”. Pediu “respeito integral”.

É um pouco tarde, depois do papel que o Supremo vem desempenhando e diante de alguém como Gilmar Mendes, que vive enxovalhando a categoria — mas Gilmar pode tudo.

Renan não deixou barato e falou que a ministra fez “exatamente como ele”. “Faltou uma reprimenda ao juiz de primeira instância, que usurpou a competência do Supremo Tribunal Federal”, apontou.

Tivesse o convite partido de alguém com legitimidade, não haveria recusa. Mas vem de um governante fraco.

O caos está instalado. Mônica Bergamo informa que PSDB, PT e outros partidos discutem a possibilidade do bando não sobreviver à delação premiada da Odebrecht, que atingiria Eliseu Padilha, Geddel Vieira Lima, da Secretaria de Governo, Moreira Franco e o ex-interino. E ainda tem um Cunha rindo no horizonte.

É o clássico dead man walking. Alguém que não vale a companhia nem para dividir um pão de queijo. É mais que decorativo. Dispensável é a palavra certa.


Leia Mais

Nordestinos são ofendidos mais uma vez


Nesta terça-feira (25), uma  atriz chamada Alexia Dechamps causou polêmica em audiência pública em Brasília na Câmara dos Deputados, para decidirem se proibem ou não a vaquejada no Brasil.

PUB

Segundo informações da colunista Fabíola Reipert, do site 'R7', a modelo Maria Paula Maia, de Maceió (Al), estava no local e ficou indignada com a falta de respeito de Alexia com os nordestinos que estavam no local.

A tal da  atriz disse para eles: "Calem a boca que nós já pagamos o Bolsa Família de vocês".

Alexia participava da audiência pública saindo em defesa dos animais, pois na vaquejada, que é uma atividade cultural do Nordeste, eles sofrem bastante, porém acabou sendo critica pela forma como tratou as outras pessoas no local.
Leia Mais

Com 359 votos Câmara aprova em 2º turno a PEC 241

terça-feira, 25 de outubro de 2016



A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira, 25, em segundo turno, o texto principal da Proposta de Emenda à Constituição que limita por 20 anos os gastos públicos, indexando-os à inflação. PEC 241 foi aprovada com 359 votos a favor, 116 votos contra e 2 abstenções. Deputados votam no momento os destaques ao texto. 

O texto estabelece que, pelos próximos 20 anos, as despesas da Executivo, Legislativo e Judiciário só poderão crescer conforme a inflação do ano anterior. A partir do décimo ano, o presidente da República poderá propor uma nova base de cálculo ao Congresso.

Ao longo de toda a sessão, a oposição apresentou uma série de requerimentos. Parlamentares apresentaram um pedido com 330 mil assinaturas contra a aprovação da PEC. Da galeria do plenário, manifestantes gritavam a todo instante palavras de ordem contra a PEC, como "Ou para essa PEC ou para o Brasil".

Depois de mais de sete horas de discussão e obstrução da oposição, o plenário da Câmara dos Deputados a Emenda foi aprovada.  O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e os aliados do governo esperam concluir a apreciação da PEC na Casa em novembro.
Leia Mais

Morre Carlos Alberto, o Capitão da seleção brasileira tricampeâ em 1970


Capitão do tricampeonato da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1970, o ex-lateral Carlos Alberto Torres morreu aos 72 anos nesta terça-feira. O ex-jogador, que atualmente trabalhava como comentarista da Sportv, sofreu um infarto fulminante. O velório será na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Carlos Alberto Torres fez sua última participação na emissora no último domingo durante o programa "Troca de Passes". Ele estava em sua casa no Rio de Janeiro quando sofreu o infarto. Segundo a TV Globo, Torres estava acompanhado do amigo e comentarista Ricardo Rocha quando começou a se sentir mal, chegou a ser encaminhado para o hospital, mas não resistiu.

Além de comentarista, Torres também era membro do Comitê de Reformas da CBF, grupo que estuda reformas em Código de Ética, Estatuto, Licenciamento e Registro, Calendário e Futebol Feminino. O grupo se reunia a cada dois meses para debater o assunto.
Carlos Alberto Torres marcou época no futebol brasileiro não só por sua passagem na seleção, mas também pela carreira trilhada em clubes do país, como Santos, Botafogo e Fluminense. Foi tricampeão carioca pelo time tricolor (1964, 1975 e 1976) e pentacampeão paulista na equipe santista (1965, 1967, 1968, 1969 e 1973). 

Ao pendurar as chuteiras em 1982, quando atuava pelo New York Cosmos, Carlos Alberto Torres iniciou a carreira de treinador com o título brasileiro de 1983 com o Flamengo. Passou por diversos clubes até o trabalho no Paysandu em 2005, o seu último na profissão.
Mas a cena que ficará imortalizada em sua vida no futebol é a da Copa do Mundo de 1970, quando levantou a taça Jules Rimet ao término da campanha histórica. Foram seis vitórias em seis jogos de um time que reuniu Pelé, Tostão, Jairzinho, Gerson e Rivelino
Leia Mais

A prisão de Lula, a ser comemorada pelos hedonistas e fascistas, refletirá no emprego dos jornalistas



Em uma análise sobre os ataques da imprensa brasileira ao ex-presidente Lula, o jornalista Xico Sá conclui que a prisão do petista deixará muitos colunistas sem emprego, tamanha a obsessão nesse assunto.

"Fico pensando quando a obsessão fascista prender todos os petistas... de que viver? Prendam o Lula já e teremos vários colunistas da mídia direitista obsessiva desempregados. Taí um bom motivo", provoca o colunista do portal El País, em seu Twitter.

Para ele, "a direita talvez morra de tédio depois do triunfo fascista de eliminar o petismo". "A mídia todinha carece demonizar lula e PT para manter ilusão desnecessária sobre o governo Temer... que erro, que crendice, mas tem quem acredite", critica.

Xico Sá faz uma crítica direta à Rádio Jovem Pan, definida por ele como "o mimetismo total do lulismo". "Desafio a rádio joven pan: passar um dia sem falar do pt e do lula. Falência?", questiona. Depois, ele dá outra sugestão para o fim do veículo: "Talvez morra".

O jornalista diz também, sobre o impeachment, que "Dilma só caiu por machismo escroto. machismo escroto ajudado pela mídia brasileira". "Só o machismo escroto, incluindo a falta de defesa da esquerda machista, derrubou a Dilma", acrescentou. Em seguida, postou várias mensagens denunciando o machismo contra Dilma e o classificando como o motivo para sua queda.

"Ñ havia mínima moral nem pra impeachment, p q agora vcs se arvoram a qualquer argumento? Dilma foi derrubada por zumbis corruptos!", argumentou.

Ele também resgatou a declaração dada pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR), vazada à imprensa. "Cunha é Temer, diz Jucá. P q nunca a mídia foi atras disso? Jucá é Temer. Q triste e tendenciosa a imprensa brasileira, q triste".
Leia Mais

De volta ao Rio Samburá

segunda-feira, 24 de outubro de 2016






Cidade de 3.500 habitantes, Medeiros fica aproximadamente a 300 quilômetros de Belo Horizonte. Em Medeiros se localiza o exuberante Parque Nacional da Serra da Canastra com as suas paradisíacas cachoeiras, com destaque agalardoado para a esplendorosa cachoeira Casca d’Anta.  

Desta vez,  o meu destino não seria o Parque, mas a nascente do rio Samburá no Planalto de Araxá, entrecortado de cânions, localizado  no mesmo município de Medeiros,  que seria o verdadeiro nascedouro do Velho Chico.

Desde criança aprendi nas Escolas Reunidas Cézar Zama, em Xique-Xique, que o rio São Francisco nasce na Serra da Canastra. No entanto, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco (CODEVASF) aposta, defende e jura que o rio São Francisco é um mero afluente do Rio Samburá e a sua origem não se dá na Serra da Canastra, como, aliás, havia defendido no Século XIX, o engenheiro alemão Henrique Halfeld que virou nome de vapor do  São Francisco talvez por ter sido contratado pelo Imperador D. Pedro II para elaborar um estudo sistemático sobre o Velho Chico, usando as técnicas do século XIX, então disponíveis.

Foi assim, do alto das dunas, contemplando a Serra da Canastra e a paradisíaca Cachoeira Casca d’ Anta que  me recuso a admitir a façanha do Rio Samburá cuja mineirice brejeira esbarra no meu sotaque de barranqueiro, adquirido dos  caboclos descendentes dos índios tapuias, pescadores que remontam ao Rio Opara, caboclos   plantadores de mandioca nos lameiros da Ilha do Miradouro,  onde  louvamos Nossa Senhora Sant’Ana rezando alguns benditos para  que a  histórica igrejinha, palco e altar da serpente encantada, seja conservada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional .

Nasci atravessando a nado  o lago da  Ipueira que banha XiqueXique e é nesse cenário e circunstâncias, que  fui agraciado  com honra ao mérito de melhor remador de paquete desde o Mocambo do Vento até o Riacho do Icatu.

Permito-me, no entanto, a não acreditar que o  São Francisco, o majestoso Velho Chico seja mero afluente,  um coadjuvante,  do Rio Samburá.

Nilson Machado de Azevedo
Leia Mais

A reação dos injuriados e afrontados


O PT e outros partidos de esquerda decidiram reagir à caçada judicial contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo informa a jornalista Andrea Jubé, no Valor.


A partir de 7 de novembro, uma frente multipartidária organizará ações voltadas à disseminação de informações em defesa de Lula e do legado de seus dois mandatos, começando por um ato com a presença de juristas, intelectuais e militantes.

Um evento maior, para milhares de pessoas, ocorrerá em 29 de novembro, em São Paulo. "Mas não serão atos em sua defesa pessoal, e sim, dos direitos que ajudou a conquistar e que o atual governo quer extinguir", afirma o ex-ministro Gilberto Carvalho, um dos coordenadores nacionais da campanha.

"Além do processo de criminalização do Lula e do PT, há um movimento para retirar direitos da população", diz Gilberto Carvalho. "A PEC do Teto retira os pobres do orçamento, a tentativa de desvincular os benefícios do salário mínimo prejudicará os aposentados", reforça.

Ele afirma, ainda, que o objetivo da ofensiva judicial é retirá-lo da disputa presidencial de 2018. "Antes de nos preocuparmos com a sucessão no PT, temos de nos mobilizar em defesa do Lula", diz ele.

Na mais recente pesquisa Vox Populi, Lula lidera, com 34%, e está muito à frente dos principais adversários (leia reportagem do 247 a respeito). É por isso, diz Carvalho, que pretendem condená-lo e torná-lo ficha-suja.
Leia Mais

Jornal plutocrata de São Paulo acusa Lula de ser o proprietário do Itaquerão

domingo, 23 de outubro de 2016

"Lula é exagerado. Depois do fabuloso triplex do Guarujá, o homem 'ganhou' um estádio de futebol, o 'Itaquerão', de presente do generoso Emilio Odebrecht, que recebeu mais de R$ 1 bilhão pela a obra.

Trata-se da piada do domingo, publicada pela Folha, que, infelizmente, não saiu na coluna do Sensacionalista", diz o jornalista Clayton Netz; ele lembra que o Itaquerão contou com incentivos de Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab, deixando uma dívida de R$ 900 milhões para o Corinthians;  

"Presente do generoso Emilio ao corintiano Lula? Só se for presente de grego", diz Clayton, pontuando que o caso só se compara, em matéria de absurdo, à falsa doação eleitoral de R$ 75 milhões feita por uma beneficiária do Bolsa-Família




As propriedades atribuídas a Lula uma hora avançariam mesmo para além dos pedalinhos, dada a selvageria inescrupulosa com que a mídia o persegue.

Mas o Itaquerão?

Aí já estamos no terreno do delírio, e não jornalístico. O episódio lembra o da Friboi, que diziam ser de Lulinha. Uma hora a coisa virou piada, e as redes sociais começaram a dizer que Lulinha era dono da Casa Branca, da Torre Eiffel e coisas do gênero.

O “furo” — aspas — veio da Folha. E claro: na manchete. Contra Lula é sempre assim: manchete. A frase, segundo o jornal, é do patriarca da Odebrecht, Emílio.

Os demais jornais e revistas não vão investigar o assunto. Vão repercutir brutalmente o que a Folha disse. É sempre assim. O que importa não é a verdade: é exterminar Lula.

Ninguém mais tem o direito de se julgar surpreso com os procedimentos da grande mídia. Mesmo assim, impressiona a leviandade com que um jornal grande ao menos no tamanho publica uma manchete daquelas.

Você vai ler o texto e logo descobre algo bem menos bombástico. Odebrecht disse que teria sido uma espécie de presente, numa suposta retribuição ao bom relacionamento que Lula tivera com a construtora em seus anos de governo.

São coisas inteiramente diferentes: presente é presente. Você recebe de graça. Espécie de presente é espécie de presente — algo muito mais subjetivo. É algo que frequentemente está muito mais na cabeça de quem alegadamente deu “uma espécie de presente” do que na de quem recebeu.

Mas a Folha, malevolamente, misturou tudo e puxou pelo mais danoso para Lula. É o mais puro jornalismo de guerra.

Também doi ver como este pseudojornalismo — banido há muitos das sociedades avançadas — ainda é praticado com inteira liberdade de ação pela mídia plutocrata no Brasil.

Provas para uma acusação de tamanha envergura? Quem se importa? Quem cobra? Lula — como qualquer cidadão brasileiro — está praticamente indefeso diante de uma violência de tal magnitude.

As grandes empresas jornalísticas insistem em rebaixar o país ao nível de república das bananas.

Estamos vendo mais um exemplo disso agora
Leia Mais

Japonês da Federal tem pena reduzida




O policial federal Newton Ishii, conhecido como japonês da Federal, teve a pena reduzida e já retirou a tornozeleira eletrônica, segundo a Polícia Federal (PF). Ishii foi condenado a 4 anos e 2 meses por facilitar a entrada de contrabando no país e a pena venceria nesta sexta (21), contudo, ele retirou a tornozeleira no dia 4 de outubro.

De acordo com a PF, a redução de pena se deu devido aos dias trabalhados pelo agente.
Ishii cumpria a pena no regime semiaberto harmonizado. Durante o período, ele era obrigado a ficar em casa entre 23h e 5h durante a semana e era impedido de sair nos fins de semana. Ele chegou a atuar internamente e também fez algumas escoltas mesmo com o equipamento eletrônico.

Ishii teve que colocar a tornozeleira eletrônica, segundo a  juíza Luciani de Lourdes Tesserolli Maronezi, em virtude da falta de vagas no sistema penitenciário para o cumprimento do regime semiaberto tradicional.

Quando ele foi condenado, em 2009, era aposentado e, portanto, a Justiça não fez nenhuma determinação relacionada a trabalho. Depois da condenação, o Tribunal de Contas da União (TCU) considerou a aposentadoria dele irregular por causa da contagem de tempo de serviço.
Leia Mais

TEMER NO PALÁCIO E CUNHA NO PRESÍDIO





O barulho do ferrolho da grade ao fechar a porta da cela onde reside agora o ex-poderoso presidente da Câmara, Eduardo Cunha, deve estar ecoando nas profundezas da consciência dele.

Se havia o plano de derrubar Dilma e em seguida estancar as investigações, se safar das ações na justiça, continuar comandando o conglomerado de lobbyes de corporações empresariais e eleger quem quisesse com uma montanha de dinheiro de propinas, parece que deram com os burros nágua.

Temer está no Palácio, mas Cunha no presídio.

Ao olhar ao redor dentro da cela, Cunha deve ter caído na real e percebido que, tudo bem, sua prisão não teve espetáculo, não teve algemas, mas só restou-lhe a delação premiada e nada mais.

O ferrolho da porta da cela lacrou a carreira política de Cunha. Tudo indica que todos os compromissos que ele tinha no meio político zeraram. Não há mais perspectiva de volta ao cenário do poder.

Cunha vai cuidar da pele dele e da pele da sua família. Já contratou um advogado especialista em delação premiada. Por isso o Palácio do Planalto foi tomado pelo sentimento de interinidade. Tudo pode acontecer.

Imagina se Cunha resolver divulgar gravações que por ventura fez para se proteger, ou de todos os encontros que teve em tratativas com políticos, magistrados, policiais, jornalistas, empresários, durante todo o período que atuou como operador de lobbyes no Congresso Nacional e nos governos.

Curiosamente, ao invés de apenas os políticos mais ligados a Cunha estarem suando frio, de medo, comentaristas, porta-vozes dos barões da mídia, também estão roendo as unhas. Começaram a desqualificar o instituto da delação premiada.

Reinaldo Azevedo, o mais rabugento deles, em sua coluna, demonstrou estar em pânico com um possível acordo de delação premiada de Eduardo Cunha. Estranho, não?

De todos os ramais do propinoduto investigado pela Operação Lava-Jato, os do Porto de Santos e de Furnas devem estar tirando o sono de Michel Temer, Elizeu Padilha, seu braço direito na Casa Civil, e de Aécio Neves.

A famosa “emenda Tio Patinhas”, pendurada como um jabuti na Medida Provisória dos Portos, em 2013, sob comando de Eduardo Cunha, quando era líder da bancada do PMDB, na Câmara, resultou em gordas doações de campanha eleitoral, do Grupo Libra, que opera no Porto de Santos, para eleger Temer Vice-Presidente da República e deputados do partido dele. Esse é apenas um exemplo do que Eduardo Cunha pode querer delatar. Sem falar nos rolos da Petrobras e outros setores.

Mas isso, perto das investigações sobre escândalos no Porto de Santos é pouco. A influência e as nomeações de Temer no Porto de Santos são velhas conhecidas da Polícia Federal, do Ministério Público, do Judiciário e da impressa, desde o tempo que Eliseu Padilha era Ministro dos Transportes do governo Fernando Henrique. Os processos estão parados desde então.

Os ministros Moreira Franco, Eliseu Padilha e o Presidente da Câmara, Marco Maia, estão atravessados na garganta de Cunha desde o acachapante placar de 450 votos a 10, na votação que cassou o mandato dele.

Cunha deve ter se sentindo usado e descartado como bagaço de laranja. Chegou a hora da vingança e ele sabe, como ninguém, servi-la em banquete aos inimigos. Para quem elegeu mais de 200 parlamentares e mantinha sob seu tacão, obter apenas 10 votos fiéis na votação não é para menos.

Aécio sumiu. Fugiu da imprensa quando foi indagado sobre a prisão de Cunha. Ele sabe que a represa dos escândalos de Furnas, em Minas, está rachada, prestes a ser rompida com uma delação de Cunha e a lama descerá com ele morro abaixo.

É possível que desta vez a Fundação Bogard & Taylor, sediada na capital Vaduz, no Liechtenstein, o mais fechado paraíso fiscal do mundo, venha à tona. Até agora conseguiram mantê-la debaixo de sete chaves.

Documentos em poder da Polícia Federal, constantes de uma pasta amarela, de número 41, apreendida no escritório e na residência do doleiro Robert Muller, no Rio de Janeiro, provam que ele abriu uma conta secreta, de nome Bogard & Taylor, num banco no paraíso fiscal em Vaduz.

Segundo os documentos, o nome da conta teria sido escolhido por Inês Maria Neves Faria, mãe e sócia de Aécio Neves. Qual finalidade de uma conta de uma fundação dessa num paraíso fiscal?

Segundo reportagem da revista Época, https://goo.gl/KmunYw, a apreensão dos documentos comprobatórios da conta secreta foi realizada no dia 08 de fevereiro de 2007, numa operação da Polícia Federal. De lá para cá, o assunto dorme pesado sono nos arquivos do Ministério Público Federal.

O doleiro é um velho conhecido da Polícia Federal, processado por crimes contra o sistema financeiro e fraude cambial. Ele comandava uma das maiores redes bancárias clandestinas, nos anos 1990, no Rio de Janeiro, segundo a revista.

O país está parado há mais de dois anos enredado no golpe, agora nas mãos de um incompetente, rejeitado por cerca de 70% dos brasileiros, segundo pesquisas, prestes a ver seu arremedo de governo desabar. Um governo que só pensa em privatizar, subtrair direitos sociais e desfazer o que estava sendo feito.
Os investidores estão sem horizonte, arredios, enquanto a economia afunda e o desemprego dispara. Por mais que se anuncie a venda do patrimônio público, ninguém aposta uma pataca sequer no governo Temer.

O risco Temer é o impasse.
Leia Mais

A REVOLTA DOS MALÊS NA BAHIA

sábado, 22 de outubro de 2016

OS MALÊS NA BAHIA
A Rebelião dos Malês na Cidade do Salvador em 1835


A escravidão no Brasil contou com uma série de peculiaridades que nem sempre são mencionadas pelos livros disponíveis sobre o assunto. Nossa Salvador, a capital do estado da Bahia, em meados do Século XIX tinha metade de sua população formada por escravos e libertos provenientes das diferentes etnias africanas como os nagôs, haussás, minas e jejês.

Entre essas várias etnias, havia uma considerável parte desses africanos que praticavam a religião muçulmana e, em consequência, costumavam dominar a leitura e a escrita num ambiente em que muitos escravocratas portugueses e seus descendentes brasileiros eram analfabetos.

Os escravos malês realizavam a prestação de pequenos serviços ou a administração de casas comerciais e eram obrigados a repassar grande parte dos ganhos para seus proprietários.

Parte desses escravos, insatisfeitos com essa situação opressiva, passaram a se mobilizar em reuniões secretas, nas quais decidiram organizar uma ambiciosa rebelião. De fato, muito antes dessa revolta, a cidade de Salvador já havia sido palco de outras rebeliões em que escravos participaram de levantes, a exemplo da Conjuração dos Alfaiates de 1798.

No entanto, os escravos malês empreenderiam uma revolta orientada por uma postura radical que excluía a participação das elites econômicas e intelectuais da região.

O plano dos revoltosos consistia em tomar pontos estratégicos da cidade de Salvador com o objetivo de controlar o governo da capital. Para tanto, escolheram a data de 25 de janeiro de 1835 para colocar em prática suas ações revoltosas.

A data foi especialmente escolhida, pois neste dia grande parte da população e das autoridades se ocupavam com os preparativos das festividades em homenagem à Nossa Senhora da Guia, ocorridas na região do atual bairro do Bonfim, em Salvador.

Apesar de todo o cuidado para a execução de seus planos, os malês acabaram prejudicados pela delação de duas escravas libertas. Em análise, muitos historiadores acreditam que a traição ao movimento acabou ocorrendo por causa do caráter radical presente no ideário desta revolta de escravos.

Dessa forma, as autoridades conseguiram se preparar contra os revoltosos. No dia marcado para a ação, as tropas governistas saíram em busca dos locais onde os escravos poderiam estar reunidos.

Entre diversos pontos espalhados pela cidade do Salvador, na região de Água de Meninos, ali perto de São Joaquim, na Cidade Baixa, foi onde aconteceu o mais violento dos confrontos entre escravocratas e os heróis Malês.

Cerca de quinhentos militares e um esquadrão de cavalaria pressionavam os destemidos malês – que gradativamente foram empurrados em direção ao mar em frente a Ilha de Itaparica, do lado oposto a Salvador.

Por esse mar da Baía de Todos os Santos, um navio-fragata foi deslocado com um destacamento de marinheiros portugueses utilizados para abafar rapidamente qualquer tipo de resistência maior dos escravos Malês...

O caráter racista e colonialista português provocou certo alvoroço na sociedade imperial portuguesa na Bahia. Muitos membros da elite temiam que rebeliões escravas, como as acontecidas no Haiti, pudessem ameaçar os ditames e privilégios da ordem instituída no Brasil Colônia de Portugal.

Visando conter outros movimentos lebertários, as autoridades colonizadoras portuguesas ordenaram a execução de quatro líderes da Rebelião e a deportação de outros setecentos Malês envolvidos.
É assim a História do Brasil Colônia feita de Lágrimas e Sangue!


Leia Mais

Renan Calheiros: "Nem mesmo a Ditadura invadiu o Congresso"



A operação da Polícia Federal no Senado na última sexta (21) deu fôlego à votação do projeto de lei que pretende conter abusos do Judiciário. Aliados do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), decidiram fazer uma ofensiva contra o Judiciário após a deflagração da Operação Métis, diz reportagem da Folha de S.Paulo. Segundo senadores próximos ao peemedebista, a ação da Polícia Federal foi um "desrespeito" ao Senado e exige uma resposta "forte e efetiva" dos parlamentares.

"Congressistas relataram à Folha que Renan estava "furioso" com o que chamou de "excessos" da operação e ponderaram que "nem mesmo a ditadura invadiu o Congresso".

Para os senadores, é "complicado" um juiz de primeira instância autorizar a entrada de policiais na Casa.

A avaliação de parlamentares da base do governo do presidente Michel Temer (PMDB) é que a ação abrirá espaço para aprovar o projeto que estabelece punições para autoridades que cometerem abusos.

O texto, no Congresso desde 2009, é alvo de críticas de integrantes da força-tarefa da Lava Jato e representantes do Judiciário e do Ministério Público, que afirmam que a medida serve para cercear as investigações de operações que atingem políticos.

A proposta foi desengavetada em junho deste ano por Renan, com relatoria do senador Romero Jucá (PMDB-RR) –ambos investigados pela Operação Lava Jato–, e prevê punições a policiais, procuradores e juízes.

Senadores também cogitam aprovar lei que retira o direito de um juiz receber aposentadoria integral caso seja afastado do cargo por ter cometido ilegalidades.

Incomodada com a operação, a cúpula do Senado avalia questionar a legalidade dos procedimentos adotados pela Polícia Federal."




    A operação da Polícia Federal no Senado na última sexta (21) deu fôlego à votação do projeto de lei que pretende conter abusos do Judiciário. Aliados do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), decidiram fazer uma ofensiva contra o Judiciário após a deflagração da Operação Métis, diz reportagem da Folha de S.Paulo. Segundo senadores próximos ao peemedebista, a ação da Polícia Federal foi um "desrespeito" ao Senado e exige uma resposta "forte e efetiva" dos parlamentares."Congressistas relataram à Folha que Renan estava "furioso" com o que chamou de "excessos" da operação e ponderaram que "nem mesmo a ditadura invadiu o Congresso".
    Para os senadores, é "complicado" um juiz de primeira instância autorizar a entrada de policiais na Casa.
    A avaliação de parlamentares da base do governo do presidente Michel Temer (PMDB) é que a ação abrirá espaço para aprovar o projeto que estabelece punições para autoridades que cometerem abusos.
    O texto, no Congresso desde 2009, é alvo de críticas de integrantes da força-tarefa da Lava Jato e representantes do Judiciário e do Ministério Público, que afirmam que a medida serve para cercear as investigações de operações que atingem políticos.
    A proposta foi desengavetada em junho deste ano por Renan, com relatoria do senador Romero Jucá (PMDB-RR) –ambos investigados pela Operação Lava Jato–, e prevê punições a policiais, procuradores e juízes.
    Senadores também cogitam aprovar lei que retira o direito de um juiz receber aposentadoria integral caso seja afastado do cargo por ter cometido ilegalidades.
    Incomodada com a operação, a cúpula do Senado avalia questionar a legalidade dos procedimentos adotados pela Polícia Federal."

    Comentários

    2 Comentários em "Após operação no Senado, Renan acelera projeto contra abuso de poder"
    Os comentários aqui postados expressam a opinião
    dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247


    247 faz apelo por debate responsável na internet

    Siga-nos no Google+

    Curta No Facebook


    Leia Mais